Uma avaliação não é apenas um conjunto de testes
A avaliação começa com uma pergunta: o que está a dificultar o desenvolvimento, a aprendizagem, o bem-estar ou a participação da criança ou jovem? A resposta exige integrar informação de várias fontes.
As provas são selecionadas pela sua adequação à idade e à questão de avaliação. Não existe uma bateria igual para todas as pessoas, nem um resultado isolado que explique toda a experiência.
Áreas que podem ser avaliadas
Perfil emocional e comportamental
Compreender emoções, comportamento, adaptação e o impacto que as dificuldades têm nos diferentes contextos.
Atenção e funções executivas
Explorar atenção, inibição, memória de trabalho, planeamento, flexibilidade e organização perante suspeita de PHDA ou outras dificuldades.
Aprendizagem
Avaliar processos envolvidos na leitura, escrita e desempenho escolar quando existem dificuldades persistentes.
Desenvolvimento e neurodesenvolvimento
Analisar o desenvolvimento global, comunicação, interação e autonomia perante dúvidas levantadas pela família ou por outros profissionais.
Etapas do processo
O plano é explicado antes da aplicação e pode ser ajustado à medida que a informação é integrada.
Questão de avaliação
A primeira entrevista clarifica o que se pretende compreender e que decisões poderão ser apoiadas pelos resultados.
Recolha e aplicação
São integradas história, informação contextual, observação clínica e provas selecionadas para a idade e para a questão colocada.
Integração e devolução
Os resultados são interpretados em conjunto e explicados à família e ao jovem, com recomendações e encaminhamentos quando necessários.